O plataforma trouxe uma sensação de evolução natural em relação ao CS:GO, mantendo a essência competitiva, mas com melhorias claras em jogabilidade e tecnologia. Como jogador, a primeira impressão é de que o jogo ficou mais limpo e fluido, sem perder a identidade clássica da franquia. A movimentação está mais responsiva, mas continua exigindo domínio técnico para aproveitar mecânicas como strafe e posicionamento estratégico. O sistema de tiro também ganhou destaque, já que o registro de acertos ficou mais confiável com o sub-tick system, reduzindo frustrações comuns no título anterior. Essa mudança torna a experiência mais justa e fiel à habilidade do jogador. As armas mantêm o padrão de dificuldade conhecido, mas o recoil parece mais uniforme, permitindo treinos mais consistentes de spray e disparos controlados. Outro ponto que impacta diretamente a estratégia são as novas smokes dinâmicas, que reagem a tiros e explosões. Essa alteração abre espaço para novas táticas e muda a forma de controlar regiões do mapa, sem descaracterizar a essência do jogo. Os mapas clássicos foram atualizados com visuais mais claros, o que melhora a leitura de jogo e a identificação de adversários. No geral, jogar CS2 é ter a mesma experiência competitiva que consagrou a série, mas agora com mais polimento e recursos modernos. O game continua exigente, estratégico e com alto teto de habilidade, mantendo sua força no cenário competitivo. A sensação final é de estar jogando o mesmo Counter-Strike de sempre, só que mais justo, equilibrado e preparado para durar por muitos anos.
Um excelente Battlefield, com mapas bem construídos e uma gameplay fluida, trazendo camadas táticas leves que deixam as partidas dinâmicas e divertidas. A campanha não é memorável, mas também não chega a ser ruim — cumpre seu papel e entrega uma boa introdução ao jogo. Outro ponto positivo é que o jogo lançou sem uma loja dedicada a cosméticos. Em tempos em que boa parte dos concorrentes (olhando pra você, Call of Duty) já abrem o jogo direto na aba da loja pra empurrar skins duvidosas, é refrescante ver um foco maior na experiência de jogo em vez da monetização. Claro que é provável que isso mude no futuro, especialmente com um modo Battle Royale no horizonte, mas por enquanto é uma boa surpresa. O único ponto realmente negativo, na minha opinião, é a gameplay dos jatos. Primeiro, a falta de customização dos loadouts é um crime — temos basicamente os equipamentos padrão e nada mais, zero personalização. Outro ponto, bem menos grave, é a forma como a JDAM (que parece mais uma dumb bomb enfraquecida nesse jogo) é lançada. Copiaram o estilo do BFV, com aquela mira circular no HUD, o que não faz muito sentido aqui. Seria muito mais agradável se fosse como no BF4, onde o jogador controlava o lançamento da JDAM utilizando o display do cockpit do jato de ataque.